O que o artista viu lá serra.
O que o artista viu lá na serra.

Bom dia! O sol já esbarra na fecunda e culta serra,
Lento, marca e lembra que é, que será e que já foi,
O arado prepara os sulcos na preciosa e rica terra,
E as calejadas mãos orientam a direção dos bois.
O filho obediente, confirma a intenção do pai:
Saudar, depois, a colheita do milho e do feijão.
Acompanha a vida seguindo para onde ela vai,
Celebra todos os grãos que escorrem pela mão.
O homem maduro empunha os sonhos no terreno,
Lembra que a lida lhe trouxe mais que o sustento,
Concedeu a partilha de um convívio bem sereno,
Que expressa o sentido da produção do alimento.
Enquanto o potro e as aves vão rodeando o terreiro
A mulher chega à porta e enxerga os dois lá no arado,
O fogão à lenha ao queimar e estalar todo o madeiro,
Eleva a fumaça do almoço que vem sendo preparado.









